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sábado, 1 de novembro de 2014

Carta de formulação e mobilização política - ITV


Carta de Formulação e Mobilização Política, 30 de outubro de 2014, No. 1021
Elaborada por: INSTITUTO TEOTÔNIO VILLELA


Dilma Rousseff conquistou a vitória e o voto de 54 milhões de brasileiros com base em engodos. Vendeu aos eleitores um país que não existe. Mal passou a eleição e o estelionato petista já começou a ganhar forma. O primeiro ato é a alta dos juros.
Ontem, o Comitê de Política Monetária decidiu aumentar a taxa básica em 0,25 ponto percentual. Com isso, a Selic chegou a 11,25% ao ano. É o mais alto patamar desde novembro de 2011, ou seja, em três anos. Tudo indica que este é apenas o início de uma série de novos aumentos.
Pesaram na decisão a alta do dólar, a deterioração das contas públicas e a ameaça inflacionária – cujo acumulado em 12 meses está hoje em 6,75%, acima do limite superior da meta. É tudo o que Dilma sempre disse que não existia. Três dias após a reeleição, sua prática já contradiz seu discurso de campanha. O que mais virá pela frente?
Com a decisão do Copom, pela qual votaram cinco dos oito diretores do Banco Central, a taxa real de juros brasileira se isolou ainda mais no topo do ranking mundial. É agora de 4,46% ao ano, segundo a consultoria Moneyou. O Brasil de Dilma é uma jabuticaba num mundo em que, entre as 40 principais economias, apenas dez praticam taxas positivas.
O BC alega que teve que aumentar os juros para “garantir, a um custo menor, a prevalência de um cenário mais benigno para a inflação em 2015 e 2016”. Pesou na decisão “a intensificação dos ajustes de preços relativos na economia”.
A alta dos juros também visa compensar o desequilíbrio nos gastos do governo petista. Mas juros maiores tornam o serviço da dívida ainda mais custoso e aumentam o passivo: só neste ano, a dívida bruta brasileira já subiu três pontos percentuais do PIB. Não é pouca coisa: equivale a seis vezes o valor do Bolsa Família.
Dilma passou a campanha inteira sustentando que a inflação está “sob controle”. Vê-se, sem nenhuma dificuldade, que não está. Passou a campanha inteira acusando a oposição de preparar um ajuste para depois das eleições. Começa-se a ver que quem vai impor um arrocho sem precedentes é ela.
Tudo indica que o estelionato eleitoral irá se desenrolar em vários e sucessivos atos. O próximo é esperado para amanhã, quando o conselho de administração da Petrobras deve anunciar aumento de até 5% nos preços dos combustíveis. Tem mais: segundo o Valor Econômico, teremos pela frente um “ajuste fiscal violentíssimo”.
Dilma venceu a eleição com um discurso, mas na primeira oportunidade começou a rasgá-lo em pedacinhos. Sua campanha baseou-se em mentiras e em acusações falsas contras os adversários. Uma vitória cuja legitimidade já começou a ser jogada no lixo, apenas três dias após ser conquistada.

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Compactuar com o erro é...



Que candidatos vençam ou percam faz parte de eleições democráticas e o resultado deve ser respeitado, porém, por dever de consciência, não devemos em momento algum compactuar com aquilo que considerarmos falso ou nocivo. Governos corruptos e incompetentes devem ser criticados e julgados em qualquer momento (e não de 4 em 4 anos). Igualmente, por um país melhor, tentativas de se dividir a sociedade pela anacrônica pregação do ódio de classes e outras bizarrices de inspiração marxistas devem ser repudiadas.

E sigamos em frente.

domingo, 26 de outubro de 2014

Eleições 2014: "Pai, perdoai-lhes porque não sabem o que fazem..."


Um voto pela reconciliação nacional



Um voto pela reconciliação nacional

Editorial - O Estado de S.Paulo
26 Outubro 2014

A responsabilidade que a eleição presidencial de hoje coloca sobre os ombros dos cidadãos brasileiros se estende para muito além dos quatro anos do novo mandato do chefe de governo. Ao cabo de 12 anos do PT no poder e de uma campanha eleitoral em que predominou o mais inescrupuloso marketing em prejuízo do embate de ideias, o Brasil se acha dividido. Por enquanto, apenas em termos eleitorais.
Mas o terreno está ameaçadoramente preparado para fazer germinar a cizânia social. Mais quatro anos de PT podem significar a transformação da cada vez mais aguda hostilidade da polarização "nós" versus "eles" num conflito social escancarado cuja primeira vítima será a democracia.
Essa perspectiva assustadora será a consequência natural da política de deliberada divisão da Nação sobre a qual o lulopetismo tenta consolidar seu projeto de poder. O PT, criado há 35 anos com a generosa ideia de promover o fim das injustiças sociais, perdeu-se ao longo da jornada. Seus melhores quadros, plenos de idealismo político, abandonaram a legenda ou foram dela descartados ao sabor das conveniências dos donos do partido.
O PT transformou-se numa enorme máquina que, para permanecer no poder, se aliou àqueles que antes combatia ferozmente como inimigos do povo. E, nessa linha, não tem o menor escrúpulo de focar sua ação, tanto na vida partidária como no exercício do poder, tão somente naquilo que rende votos. O discurso petista, do qual Lula é o principal mentor e melhor exemplo, tem três matrizes: dizer exclusivamente o que as pessoas desejam ouvir; quando na defensiva, assumir o papel de vítima; e, na ofensiva, tratar os adversários como inimigos a serem destruídos.
Em sua defesa, o PT não pode nem mais alegar que a mudança de rota em relação ao curso originalmente traçado ocorreu por imposição das circunstâncias e da necessidade de garantir com pragmatismo a governabilidade em benefício dos despossuídos. A tal história dos fins que justificam os meios.
Esse argumento desmorona quando todos os indicadores sociais e econômicos revelam que os últimos quatro anos de governo petista, sob o comando de Dilma Rousseff, significaram retrocesso. O Brasil está hoje muito pior do que quando a atual candidata à reeleição assumiu o poder.
Nessas circunstâncias, manipular importantes realizações petistas dos últimos 12 anos - pois é claro que existem, principalmente na área social - como se fossem obras do incompetente governo Dilma é um dos embustes a que o marketing eleitoral companheiro recorreu durante a atual campanha. Mas a peça de resistência da campanha eleitoral petista é aquela estocada no departamento dos recursos escusos. Primeiro, a tentativa - que contra Marina Silva deu certo no primeiro turno - de destruir a imagem do adversário com ataques infames e mentirosos. A tática foi insistentemente repetida agora contra Aécio Neves.
O mais infame da campanha lulopetista, no entanto, é o discurso em que os dirigentes do partido, imitando Lula, se especializaram: a instigação do conflito social, colocando "nós" contra "eles", e situando o PT como o último bastião de resistência do povo oprimido contra a ambição desmedida e a insensibilidade das "elites".
Qual o sentido de Lula declarar, desnudando sua natureza, que ao "agredir as mulheres" nos debates eleitorais Aécio Neves demonstrou que é capaz também de "pisar nos pobres"? Ou ao classificar o candidato tucano de "filhinho de papai"? E de equiparar seus adversários eleitorais a nazistas? É assim que se dissemina o ódio entre pessoas que deveriam, civilizadamente, apenas expor firmemente suas divergências programáticas com adversários políticos.
Quando a divergência se transforma em ódio, o caminho está aberto para o agravamento de tensões sociais e elas podem se tornar explosivas.
Hoje, cada brasileiro tem a oportunidade de conter essa ameaça, votando no candidato que se propõe - e está credenciado para a tarefa - a reconciliar o Brasil consigo mesmo: Aécio Neves.

Fonte: OESP

A união nacional


A União Nacional

por Audêncio Torquato* – O Estado de S.Paulo
26 Outubro 2014

O Brasil que hoje acorre às urnas, após assistir à mais virulenta campanha desde os idos de 1989, está rachado ao meio. A profunda divisão que se formou no seio de grupos, setores e regiões poderia até ser considerada sinal de avanço político, pelo entendimento de que o escopo democrático se inspira na disputa entre contrários, se chegássemos ao final do pleito com o peito estufado de animação cívica, e não com arsenais cheios de ódio e desejo de vingança.
Seja qual for o mandatário vitorioso, terá de comandar um País conflagrado, fracionado em duas grandes bandas, separado por gigantesco apartheid, que lhe vai exigir extraordinário esforço para recompor a união da comunidade política, destemperada ao correr da campanha eleitoral pelo molho da discórdia. A agressividade da linguagem usada pelos candidatos deixará feridas abertas por um bom tempo, eis que os eixos centrais da política foram entortados: adversários passaram a ser inimigos, o combate às ideias cedeu lugar ao embate pessoal, a carga expressiva da competição eleitoral saiu da régua do respeito para descambar no tiroteio chulo. Não será fácil reconstruir a mesa da comunhão nacional, unir os sonhos da coletividade.
Na verdade, a cisão social vem sendo, há tempos, alimentada por recorrente discurso com foco na luta de classes, fenômeno que abandonou as ruas e foi apagado do discurso político desde a queda do Muro de Berlim. Por estas bandas, no entanto, a insistência de um partido e suas principais lideranças em manter vivo o alfabeto da separação - "nós e eles", "elite branca contra os miseráveis", "ricos e pobres", "Nordeste contra Sudeste" - contribuiu sobremaneira para expandir os atritos na esfera social, formando bolsões de animosidade entre grupos partidários, exércitos militantes e entidades com feição política, como centrais sindicais. O abecedário separatista não vingou por algumas razões, entre as quais o fato de estar defasado no tempo e no espaço - principalmente neste nosso espaço habitado por forte classe média - e ainda porque as fontes primárias da pregação foram envolvidas, de forma direta ou indireta, pela intensa fumaça de escândalos, desde os antigos, como o mensalão, aos mais recentes, como o affaire Petrobrás. O discurso acabou perdendo credibilidade ao bater em ouvidos descrentes, fazendo eco apenas em grupos limitados.
Ante esse quadro emerge uma tarefa monumental a ser desempenhada pelo governante do próximo quadriênio, seja a presidente Dilma Rousseff , seja o senador Aécio Neves: apaziguar a Nação repartida em raiva e mágoa. O caminho a seguir é longo, exigindo complexa engenharia na construção de pontes - perfis respeitados, críveis, sérios, preparados. Sua missão: aplainar o terreno esburacado e abrir canais de acesso nas áreas política, social e institucional.
Urge levantar o pressuposto de que os programas de governo em qualquer esfera temática, para serem bem recebidos pela sociedade, hão de exigir uma comunidade pacificada, harmônica, identificada com grandes causas. Para tanto os valores bombardeados na arena eleitoral deverão ser recompostos: a firme crença no País, a exaltação de ideais, o desinteresse e a abnegação, o resgate da política como missão, o respeito ao adversário e o compromisso da representação com as bases políticas. A continuar a ruptura social, sob o bombardeio de exércitos contra e a favor, veremos no lema da Bandeira, "Ordem e Progresso", uma antinomia: guerra e caos.
Na frente política, a engenharia de pontes, liderada por renomados articuladores, deverá ter uma dificuldade a mais: enfrentar os obstáculos criados por um arco partidário mais amplo. Na Câmara dos Deputados tomarão assento 28 partidos, a maior parcela constituída de siglas médias e pequenas, que certamente desejarão participar da administração. Maior fragmentação partidária vai requerer maior atenção na composição de interesses. O dilema se escancara. No momento em que se clama por instrumentos para tirar a política do poço da decadência moral - esforço que exigirá um mutirão pela reforma política -, o novo governo terá de compor com mais partidos sedentos de poder. Um desafio e tanto. Com os grandes partidos a tarefa de harmonização também não será fácil. O que poderá ajudar o processo de articulação? Um novo ânimo social e a lupa midiática, dois aríetes que prometem furar o balão da mesmice, mostrando disposição para cobrar uma ordem política ancorada nos vetores da meritocracia (para indicação a cargos), transparência, assepsia, moralidade, etc.
A sinalização de que a sociedade pretende participar do processo político é clara desde as manifestações de junho de 2013, quando os movimentos organizados começaram a abrir os portões da democracia direta. Papel importante terão também as entidades de intermediação social, pois o poder político encontrará nelas o contraponto para exigir mudanças.
Em suma, aos vitoriosos caberá o exercício de tomar o pulso da comunidade política e evitar verbos palanqueiros que instiguem a animosidade e a formação de ilhas de discriminação no arquipélago social. Aos derrotados se impõe o dever democrático de aceitar os resultados e, da mesma forma que os vitoriosos, fechar o dicionário separatista. Nunca foi tão necessário um pacto pela harmonia social, conduzido com bom senso e emoldurado pelo ideário que ampara o conceito de Pátria, assim expresso pelo magistral escritor argentino José Ingenieros: "Os países são expressões geográficas e os Estados são formas de equilíbrio político. Uma pátria é muito mais que isso: é o sincronismo de espíritos e corações, comunhão de esperanças, homogênea disposição para o sacrifício, aspiração à grandeza".
Se o próximo governante estiver imbuído desse sentimento, veremos cenários menos turbulentos. Desse modo o Brasil poderá virar uma página muito dolorida e substituir o espelho retrovisor pelas luzes do amanhã.

*Jornalista, professor titular da USP, é consultor político e de comunicação

Fonte: OESP


domingo, 19 de outubro de 2014

Eleições, ideais e posturas


Eleições, ideais e posturas

Marco Milani

Neste período eleitoral, inflamam-se os debates sobre qualidades e defeitos dos postulantes ao mais alto cargo de direção nacional. Somam-se aos critérios de escolha ponderações racionais e variáveis emocionais que, volta e meia, constroem cenários que só têm sentido aos seus próprios criadores. Acusações e defesas apaixonadas são entoadas em reuniões familiares, em um grupo de amigos e nos meios de comunicação, com especial destaque nas redes sociais, onde manifestam-se especialistas instantâneos em política, direito, filosofia, economia e sociologia. Ainda que não dominem os conceitos e seus conteúdos, os novos especialistas justificam os motivos pelos quais este ou aquele candidato é o mais adequado ou inadequado. É o exercício da cidadania e faz parte do amadurecimento democrático da sociedade. Amadurecimento que, por sua vez, não ocorre pontualmente de uma eleição para outra, mas é um processo contínuo de compreensão e discussão sobre a complexidade das relações entre os indivíduos e, necessariamente, sobre a organização e administração da sociedade.
O grau de maturidade política de cada cidadão segue ritmo distinto, conforme seus próprios interesses e sua capacidade de compreensão e posicionamento crítico do contexto em que se encontra.
Um aspecto que demonstra a pouca maturidade, entretanto, é a defesa cega baseada em argumentação falsa, em factoides e notícias criadas propositalmente para destruir a reputação do adversário ou confundir o eleitor. Quem divulga falsidades não merece crédito nem respeito. Lamentavelmente, também verifica-se no Brasil a postura truculenta de militantes que tentam impor a sua ideologia partidária ao invés de convencer e persuadir por fatos e propostas. A militância de partidos formatados por ideais de ódio e violência expõe, invariavelmente, a intolerância como norma de conduta e não se importa com a veracidade dos argumentos, desde que seja para atacar os "inimigos".
 O discurso belicoso e maniqueísta no qual se fomenta a luta de classes e incentiva-se a divisão da população entre bons e maus, opressores e oprimidos, nós e eles, tem o efeito de desagregação e desunião. Geralmente, tais grupos escondem-se no discurso da igualdade e justiça, mas tratam de maneira desigual, injusta e querem calar à força aqueles que não pensam ou abraçam os mesmos objetivos e interesses.
A postura democrática exige o respeito e a convivência entre diferentes. Aqueles que querem impor as concepções particulares de justiça e de igualdade eliminando os adversários agem de maneira contraditória, pregando a violência e o fanatismo.

domingo, 5 de outubro de 2014

2º Turno 2014: por um Brasil melhor!


2º Turno 2014: por um Brasil melhor!

A maior vencedora desta eleição é, sem dúvida, a democracia. A divisão de preferências entre os eleitores de todas as regiões do país para a escolha do próximo presidente é um fenômeno esperado e as diferenças de opiniões devem ser respeitadas no exercício democrático. Passadas as primeiras horas de apuração, os resultados já sinalizavam a necessidade de realização do 2º turno entre os candidatos Dilma Roussef e Aécio Neves, os quais obtiveram, respectivamente, 41% e 33% do total de votos válidos. A candidata Marina Silva apareceu em 3º lugar, com 21% dos votos e, mesmo não participando diretamente da eleição do próximo dia 26, assumirá um papel de destaque no jogo político mediante o apoio que poderá oferecer a algum dos concorrentes.
Conforme o seu próprio discurso, Marina afirmava representar uma proposta de mudança contra a “velha política” praticada pelo governo petista e sua rede de parcerias, as quais incluem conhecidas figuras como Fernando Collor, Paulo Maluf, Renan Calheiros e José Sarney, dentre outros. Agora Marina terá a oportunidade de ratificar essa opção pela mudança apoiando Aécio Neves.
Alguns poderiam criticar o apoio do PSB ao PSDB alegando que Aécio também representa a “velha política”, porém há uma questão essencial neste caso: o partido que está há 12 anos no poder é o PT. Assim, alguém que queira mudanças deverá, necessariamente, apoiar a troca do comando deste país. Em síntese, hoje, a única maneira de mudar o carcomido ambiente político marcado pela administração petista é derrotando-se Dilma Rousseff e elegendo-se Aécio Neves.
Para o bem da democracia, a boataria que objetiva única e exclusivamente iludir o eleitor comum deveria ser desconsiderada, pois não passa de terrorismo eleitoral. Por exemplo, espalhar que Aécio Neves acabará com o programa bolsa-família, que irá privatizar universidades e empresas públicas, que encerrará projetos sociais e qualquer outra coisa que implique em prejudicar a população são afirmações falsas, criadas sordidamente para amedrontar o eleitor desinformado.
Uma consulta ao programa de governo de Aécio Neves, disponível na página eletrônica do candidato (http://aecioneves.com.br), poderia esclarecer o cidadão sobre o que realmente se pretende fazer para o Brasil voltar a crescer e aumentar a qualidade de vida de toda a população.