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sábado, 28 de fevereiro de 2015

Bolivarianos e seus discursos inflamados e ridículos...


Maduro estabelece visto obrigatório para americanos irem à Venezuela


"Para proteger o nosso país (...), decidi implantar um sistema de visto obrigatório para todo americano que ingressar na Venezuela", disse Maduro em um discurso público durante uma manifestação de simpatizantes chavistas.

O presidente venezuelano Nicolás Maduro estabeleceu neste sábado (28) um sistema de visto obrigatório para todo cidadão americano que visite a Venezuela.


Segundo Maduro, trata-se de um mecanismo de controle para impedir interferências dos Estados Unidos. O presidente determinou, ainda, a revisão e a redução do corpo diplomático de Washington em Caracas.

A pergunta que não quer calar é: Como os americanos conseguirão dormir sabendo que será mais difícil viajar à Venezuela?

sábado, 24 de maio de 2014

O socialismo venezuelano castiga a população



O socialismo venezuelano castiga a população e compromete a estabilidade econômica e social desse país. Os vizinhos sulamericanos omitem-se diante dos abusos e da repressão promovida pelo chavista Maduro e suas milícias contra os cidadãos desarmados que clamam por liberdade e democracia.


Diálogo em crise na Venezuela

Editorial - O Estado de S.Paulo - 24 de maio de 2014

A solução à vista para a crise na Venezuela passa pela pressão internacional para que seja desmontada a estrutura chavista que se apoderou do Estado e arruinou a democracia do país. Sem esse passo, nenhuma iniciativa terá futuro. Levar a sério a vontade do presidente Nicolás Maduro para uma negociação com a oposição, como faz o governo brasileiro, é dar ao chavista o tempo de que ele precisa para neutralizar - também pela violência - a revolta dos estudantes e de outros dissidentes. Não tardou para que, nessa atmosfera, o "diálogo" mediado pela União das Nações Sul-Americanas (Unasul) se revelasse frustrante, e a oposição se mostra relutante em participar, gerando um impasse que pode ter efeitos funestos.
Para ter alguma chance de sucesso, o diálogo na Venezuela deveria ter como base o compromisso com o restabelecimento do Estado de Direito e da separação de Poderes. É certo que a oposição, assim como Maduro, deve se comprometer com o fim dos conflitos nas ruas, mas as demais condicionantes dizem respeito exclusivamente ao governo - que não demonstrou nenhuma disposição em aceitá-las desde que eclodiu a crise, em fevereiro.
A estratégia de Maduro é dar a entender que existe um "setor da oposição" que aceita o diálogo e uma outra parte que o rechaça, e esta deve ser duramente reprimida, por ser "golpista". Com isso, Maduro mantém a imagem de um presidente disposto a negociar, ainda que não tenha feito nenhuma concessão, enquanto aterroriza sem tréguas as ruas do país, recorrendo a prisões arbitrárias e a maus-tratos, como comprovaram a Human Rights Watch e a Anistia Internacional.
Não se pode perder de vista que os protestos são motivados pela ausência de canais institucionais por meio dos quais os cidadãos podem manifestar suas discordâncias em relação ao governo. A década chavista eliminou a independência da Suprema Corte, acabou com a diversidade no Parlamento e calou a imprensa independente. Não restou alternativa aos descontentes senão ir às ruas.
E não faltam motivos para protestar. Graças à administração chavista, a inflação está na casa dos 60%, a escassez é generalizada, o déficit fiscal é incontrolável e as reservas internacionais estão erodindo rapidamente. O principal símbolo do desastre ainda é a falta de papel higiênico, mas o vexame é muito mais amplo. Um exemplo recente é a ameaça das companhias aéreas internacionais de suspender seus voos para a Venezuela. Graças ao rígido controle de câmbio, as empresas precisam de autorização para repatriar o dinheiro das passagens vendidas no país, o que lhes é negado desde 2003. O resultado é que o governo deve US$ 4 bilhões às companhias.
Enquanto isso, Maduro usa seus poderes para consolidar o estado de exceção e criminalizar a oposição, sob o olhar omisso dos governos dos países da região. O Itamaraty, por exemplo, parece contentar-se com o fato de que houve disposição das partes para alguma forma de contato. De fato, dada a polarização no país, é um avanço que tenha havido reuniões entre governo e oposição. Mas as demandas são de tal forma inconciliáveis - a oposição quer o desmonte do Estado chavista, enquanto o governo só aceita discutir o problema da violência e algumas medidas econômicas - que é ingenuidade esperar avanços, se não houver pressão externa.
Como o Brasil não está disposto a exercer essa pressão, entre outras razões porque o petismo se aproximou do chavismo, a frágil iniciativa do diálogo atingiu um previsível impasse, especialmente porque os chavistas se recusam a fazer qualquer concessão. Em nota sobre o problema, o Itamaraty tergiversou sobre a descontinuidade do diálogo e manifestou sua "satisfação" pela rejeição à violência por ambas as partes - embora as milícias chavistas continuem a atacar os opositores do regime.
A atitude da diplomacia brasileira, que nada tem de ingênua, indica que a América Latina está perdendo sua capacidade de cobrar respeito à democracia na região - uma consequência trágica da polarização causada pelo bolivarianismo.

terça-feira, 18 de março de 2014

Maduro e as desculpas automáticas


Políticos argentinos denunciam Maduro


Políticos argentinos denunciam Maduro por crimes contra a humanidade perante o Tribunal de Haia
Publicado por Folha Política

Por ocasião das "graves violações dos direitos humanos e da escalada de violência que vêm sofrendo a Venezuela", vários partidos políticos de oposição da Argentina anunciaram hoje que, em conjunto com "senadores e representantes de outras nações latino-americanas", acusam o Presidente da República, Nicolás Maduro, por crimes contra a humanidade perante o Tribunal Penal Internacional, em Haia.
Na declaração assinada, chamada "Primeira declaração conjunta sobre a crise política e humanitária na Venezuela", eles fizeram um apelo a "todos os setores democráticos da América Latina para mostrar solidariedade para com as vítimas da repressão na Venezuela".
A decisão foi tomada esta tarde, como parte de uma visita a Buenos Aires do deputado boliviano Adrian Oliva, presidente da Aliança Democrática Parlamentar da América (APDA), com a participação de deputados Cornelia Schmidt Liermann (PRO), Patricia Bullrich (União PRO), Alberto Asseff (UNITE), Gisela Scaglia (União PRO) e Diego Guelar (Chefe de Relações Internacionais do PRO).
Também estiveram presentes jovens venezuelanos que vivem na Argentina, representantes da União da Juventude e Renovação Frente PRO de organizações sociais como o AMA (Associação de Mulheres da Argentina) e outros.
Na declaração assinada, eles fizeram um apelo a "todos os setores democráticos na América Latina multilateral, organizações, governos, parlamentos, associações, sindicatos, universidades, diplomatas, intelectuais, estudantes e outras pessoas para mostrar solidariedade para com as vítimas da repressão na Venezuela" e condenam as violações dos direitos humanos cometidas pelo governo de Nicolás Maduro, "para não deixar que esta crise se degenere em maior conflito, o que não só colocaria em risco a paz e a estabilidade nessa nação irmã, mas em toda a região".
Na abertura da reunião, a deputada Schmidt Liermann disse: "Esta iniciativa dos direitos humanos, que vem da Argentina, é do sul para o sul", enquanto Adrian Oliva, que preside a Aliança Parlamentar, a qual reúne 13 países latino-americanos, expressa que "o objetivo é apresentar a referida queixa apoiada conjuntamente por centenas de parlamentares na região, uma vez que os direitos humanos são universalmente reconhecidos".



domingo, 9 de março de 2014

Vergonhoso apoio a Maduro


Vergonhoso apoio a Maduro

Editorial OESP

Em vez de assumir suas responsabilidades e pressionar o governo da Venezuela a dialogar com a oposição para superar a violenta crise no país, o governo brasileiro prefere fazer de conta que nada está acontecendo. O assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia, esteve recentemente na Venezuela e disse que há uma "valorização midiática" dos confrontos. "O país não parou, as coisas estão funcionando", afirmou Garcia. Não se trata de autismo, mas de uma estudada farsa, cujo objetivo é fazer crer que Nicolás Maduro tem a situação sob controle e que as manifestações só são consideradas importantes pelos "veículos de comunicação internacionais".

Desse modo, o governo petista continua a seguir a estratégia de desmerecer os protestos contra o chavismo, como se estes fossem mero alarido de quem foi derrotado nas urnas, e não uma legítima expressão de descontentamento com os rumos que o país tomou nos últimos anos. Essa política explica por que o Brasil aceitou subscrever a indecente nota do Mercosul que criminalizou os oposicionistas venezuelanos.

Enquanto Garcia finge que tudo não passa de invenção da imprensa - segundo ele, Maduro vai se encontrar com jornalistas estrangeiros para "aclarar os fatos" -, a situação na Venezuela se deteriora a cada dia. Um dos mais importantes sinais de que a desestabilização pode estar se espalhando inclusive entre os militares foi a destituição de três coronéis da Guarda Nacional Bolivariana. Eles são acusados de criticar a repressão aos manifestantes.

Além disso, em inegável tom de confronto, Maduro ordenou, durante um desfile militar, que as milícias chavistas dissolvessem barricadas erguidas por manifestantes. Esses grupos paramilitares, que agem impunemente à margem da lei, são justamente a vanguarda da repressão oficial aos manifestantes. O número de mortos em um mês de protestos já chega a 20, e há inúmeras denúncias de violações de direitos humanos por parte das forças governistas.

Foi diante desse quadro que um grupo de ex-presidentes latino-americanos, entre os quais Fernando Henrique Cardoso, decidiu publicar uma carta na qual critica a "repressão desmedida" contra "manifestações estudantis de protesto pacífico" e cita, com preocupação, os testemunhos de "tortura e tratamento desumano e degradante por parte de autoridades". A mensagem exorta Maduro a, "sem demora", criar condições para o diálogo com a oposição, pedindo o "fim imediato" da perseguição a estudantes e dirigentes oposicionistas, o fim da hostilidade à imprensa independente e a libertação dos detidos nos protestos, em especial do líder Leopoldo López - acusado pelo governo de ser o principal articulador dos protestos.

Era essa a mensagem que deveria constar das manifestações da diplomacia brasileira em relação à crise venezuelana, e não o cinismo de quem acha que nada está acontecendo. Mas o governo petista prefere endossar a beligerância de Maduro - que rompeu relações com o Panamá apenas porque esse país sugeriu uma reunião da Organização dos Estados Americanos (OEA) para discutir a situação. A OEA, como se sabe, é para os chavistas o equivalente à encarnação do diabo, por ter os Estados Unidos como membro.

Conforme informou Marco Aurélio Garcia, a única instância aceitável de diálogo para Maduro é, claro, a União de Nações Sul-americanas (Unasul) - aquela que, em sua última reunião de cúpula, exaltou o "impulso visionário" do falecido caudilho Hugo Chávez para a criação da entidade e que é atualmente presidida pelo notório Dési Bouterse, ex-ditador e atual presidente do Suriname, procurado pela Interpol por narcotráfico.


Sem poder contar com os países vizinhos mais importantes para constranger Maduro a interromper a violência e negociar de fato, resta à oposição seguir a prudência de Henrique Capriles, seu principal líder. Para ele, embora os protestos sejam legítimos, a única solução para a crise é a "saída eleitoral", porque "a maioria do país apoia a Constituição e quer viver numa democracia".

Fonte: Jornal O Estado de S.Paulo

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Protestos por liberdade na Venezuela

Carros foram incendiados durante protesto (Foto: Leo Ramirez/AFP)


Enquanto no Brasil sob o jugo do PT os protestos contra o governo ocorrem contra a corrupção e mal uso dos recursos públicos, na Venezuela, um país deteriorado pelo regime socialista e consequente opressão aos direitos individuais e desestabilização econômica, os protestos questionam o governo de Nicolás Maduro e pedem liberdade. Jornalistas foram duramente reprimidos e impedidos de mostrar as manifestações.


Dois jornalistas são presos e canal de TV é tirado do ar em ato na Venezuela

Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,dois-jornalistas-sao-presos-e-canal-de-tv-e-tirado-do-ar-em-ato-na-venezuela,1129906,0.htm


Equipes de agência de notícias internacionais foram roubadas durante cobertura em Caracas


CARACAS - Ao menos dois jornalistas foram presos e um canal colombiano de notícias foi tirado por ar na televisão a cabo ontem durante os protestos contra o governo na Venezuela. Os  detidos são o fotógrafo Rafael Hernández, da revista Exceso e o blogueiro Ángel Matute. O canal de notícias colombiano NTN24, que vinha fazendo uma ampla cobertura dos protestos, teve o sinal cortado em duas provedoras de TV a cabo.
Em outro incidente com veículos de comunicação, uma equipe de jornalistas da agênciaFrance Presse teve a câmera de vídeo roubada. Segundo a agência, nela havia imagens da repressão policial aos manifestantes. Uma câmera de um fotógrafo da Associated Presstambém foi roubada por manifestantes chavistas."Vocês tinham de saber ao que estavam se expondo quando vieram aqui", disse um policial que não se identificou.
As provedoras Directv e Movistar TV cortaram o sinal do canal, que transmitia ao vivo os protestos pouco depois de o presidente do Conselho Nacional de Telecomunicações (Conatel) William Castillo ter criticado em sua conta no Twitter a imprensa internacional.
"Fazemos um pedido aos meios internacionais que respeitem o povo venezuelano. Promover a violência e o desconhecimento das autoridades é crime", escreveu.
Nunca pensei que anos depois, trabalhando fora do meu país, também teria de narrar uma queda de sinal", disse a jornalista venezuelana Idania Chirinos, que trabalhou na RCTV, cuja concessão não foi renovada pelo então presidente Hugo Chávez em 2007, e hoje é âncora do canal colombiano. "Não fizemos outra coisa que não informar. Não podem negar a realidade apenas cortando o sinal de um canal."
Prisões. Segundo Marco Ruiz, do Sindicato Nacional dos Trabalhadores de Imprensa (SNTP, na sigla em espanhol), o fotógrafo da revista Exceso foi preso e levado para um quartel da polícia enquanto cobria a manifestação de quarta-feira.  Matute também foi detido e levado para auma sede regional da Guarda Bolivariana.
"Medidas como essa buscam aprofundar a autocensura, afeando a liberdade de expressão dos venezuelanos", disse o líder sindical.
No final da noite, manifestantes antichavistas atacaram a sede da TV estatal VTV. "Os bombeiros tiveram de apagar as chamas no local", informou a Agência Venezuelana de Notícias. / AP